
Foto: Thierry Dapot
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
CHEGADA À VITÓRIA - 96 HORAS NO MAR


Depois de horas de sufoco chegamos sãos e salvos a Vitória do Espirito Santo, bom nome para nosso destino já que passar pelo sufoco e chegar ileso foi realmente uma VITÓRIA e graças às nossas preces ao Espirito Santo estamos todos bem... ufa!
Agora chega! Tomamos um banho de gente, com direito a cremes e tudo mais, ficamos renovados e fomos tomar umas cervejas no restaurante do Iate Clube e comemorar merecidamente! Depois teremos providências a tomar, arrumar as velas, organizar e fazer faxina no barco, providenciar uma lavanderia para que possamos ter limpas e secas e... descansar!
A Sabrina agora está mais tranquila, mas durante a noite chorou e rezou o tempo todo até engolir 2 comprimidos de Dramin e empacotar durante horas... rsrsrsrsrs, como é bom poder rir de tudo isso. Valeu, aprendemos muito, foi uma suuuuper experiência que não quero repetir tão cedo, então verificamos a meteorologia e constatamos que só poderemos zarpar no Domingo quando entrará um vento Nordeste que nos empurrará sem maiores problemas para o Sul.
SUFOCO!!!



Quando completamos 52 horas no mar, avistamos ao longe tres ilhas no horizonte, era o Arquipélago de ABROLHOS, que desta vez não faz parte da nossa escala pois temos que rumar para Vitória para que possamos consertar as velas danificadas. Pelos nossos calculos, que acreditem, são precisos, chegaremos à Vitória na quarta-feira por volta de 22h e isso não é bom..., se aproximar do Porto de Tubarão, onde o fluxo de navios é muito grande e a orientação visual fica prejudicada por conta das luzes da cidade pode ser arriscado, então nosso Comandante decidiu por diminuirmos a marcha e retardarmos a nossa chegada para as 5h já com a luz do dia. Já vinhamos motorando há 12 horas, pois o vento resolveu dar um passeio por outras bandas e não impulsionava mais o nosso ANDANTE, mas não imáginávamos o que estava por vir... meu Deus! Estávamos há 33 milhas (1milha=1,852km) da costa já na direção de Vitória e por volta de 22h30 quando de repente entrou um vento SUDOESTE com 30 nós de velocidade e começou chover muito forte, uma tempestade, não era possível enxergar nada, o escuro da noite nos impossibilitava de ver o tamanho das ondas que só percebíamos quando a mesma invadia o cockpit ou cobria a proa, o piloto automático não conseguia manter o rumo e o Fernando ficou lutando com o leme, enquanto isso eu e o Ricardo viagiávamos o horizonte para ver se havia alguma luz de embarcação próxima, para evitarmos uma colisão, que era o mais preocupante, já que nosso radar, a Sabrina, estava apavorada e em prantos rezando em voz alta dentro da cabine impossibilitada de nos ajudar com seu olhar preciso. Consegui pelo rádio fazer contato com uma embarcação de apoio que tentava nos dar o melhor rumo para enfrentar a tempestade e marcavam a nossa posição a todo momento, era muito arriscado se aproximar da costa então teríamos que nos manter naquela distância até que o mau tempo passasse... foram 6 horas de horror, nós muito molhados, com frio, esgotados fisico e psicológicamente. O dia foi amanhecendo e a tempestade se dissipando, o Erik então assumiu e fomos nos deitar pois ainda levaríamos 5 horas para chegar ao Iate Clube de Vitória. Foi um pesadelo, mas passou Graças à Deus! Sufoco total! O Comandante foi valente... meu Comandante! Rsrsrsrsrsr. Todos nós fomos, rezamos muito, da maneira que conseguíamos, pois a cada onda que embarcava tinhamos que começar tudo de novo, e assim foi.
DIAS MELHORES!!!



Depois de todo mal estar parece que tudo foi tomando cor, sabor, graça, a vida voltou a sorrir... ufa! Não é que passa mesmo!
O Erik fez frango assado com legumes, o Fer fez um arroz, a tripulação voltou a ter fome, o barco tinha perfume de comida boa, todos se alimentaram bem, comemos até Bis e goiabada com queijo de sobremesa, que delícia! O Spa foi pro saco... rsrsrsrsr! No outro dia sashimi e Redbull para o café da manhã, macarrão com bracholas para o almoço e salada de frutas de sobremesa, o clima era tão bom que o nosso músico a bordo arriscou umas melodias na flauta doce, mas rimos muito quando ele tocou "A canoa virou..." rsrsrsrsrsr.
Agora sim... pudemos perceber a grandiosidade do mar e desfrutar do som do vento inflando as velas e levando nosso barco para o destino, ouvir a agua deslizando no casco do ANDANTE foi demais. Passávamos dia e noite revezando no cockpit do veleiro para vigiar se tudo corria bem, se não havia nenhuma embarcação na nossa rota, se as velas estavam ajustadas de acordo com a direção e intensidade do vento, e... apreciávamos as cores noturnas de um mar sem fim..., é possivel sentir o dedo de Deus em toda aquela imensidão. Você se sente sozinho e acompanhado ao mesmo tempo, é louco.... Por vezes o Ricardo ouviu vozes e procurou por alguém com o farolete aceso dentro da cabine do barco...rsrsrsrsrsr o restante da tripulação dormia, por outras o Fer ouvia o celular tocar, rsrsrsrsrsrsrs... tudo isso motivado apenas pelo isolamento e o contato muito próximo com a natureza "sem nenhum outro artifício alucinógeno"...rsrsrsrsrsrs.
O Erik fez frango assado com legumes, o Fer fez um arroz, a tripulação voltou a ter fome, o barco tinha perfume de comida boa, todos se alimentaram bem, comemos até Bis e goiabada com queijo de sobremesa, que delícia! O Spa foi pro saco... rsrsrsrsr! No outro dia sashimi e Redbull para o café da manhã, macarrão com bracholas para o almoço e salada de frutas de sobremesa, o clima era tão bom que o nosso músico a bordo arriscou umas melodias na flauta doce, mas rimos muito quando ele tocou "A canoa virou..." rsrsrsrsrsr.
Agora sim... pudemos perceber a grandiosidade do mar e desfrutar do som do vento inflando as velas e levando nosso barco para o destino, ouvir a agua deslizando no casco do ANDANTE foi demais. Passávamos dia e noite revezando no cockpit do veleiro para vigiar se tudo corria bem, se não havia nenhuma embarcação na nossa rota, se as velas estavam ajustadas de acordo com a direção e intensidade do vento, e... apreciávamos as cores noturnas de um mar sem fim..., é possivel sentir o dedo de Deus em toda aquela imensidão. Você se sente sozinho e acompanhado ao mesmo tempo, é louco.... Por vezes o Ricardo ouviu vozes e procurou por alguém com o farolete aceso dentro da cabine do barco...rsrsrsrsrsr o restante da tripulação dormia, por outras o Fer ouvia o celular tocar, rsrsrsrsrsrsrs... tudo isso motivado apenas pelo isolamento e o contato muito próximo com a natureza "sem nenhum outro artifício alucinógeno"...rsrsrsrsrsrs.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
AS PRIMEIRAS 48HORAS
Nossa saída foi espetacular, velejamos durante umas 8 horas sob um vento de 18 nós que nos deixava numa velocidade média de 7 nós, num mar de Almirante.
As primeiras 48 horas foram fatídicas, tripulação mareada, indisposta, é horrível não se tem vontade de fazer nada, menos o Ricardo e o Fernando que logo nas primeiras horas se estabeleceram, mas o restante ... vou contar, o Eric foi o primeiro a dar comida para os peixes, seguido pela Sabrina e logo depois pelo Ricardo, que tossiu e mandou ver... rsrsrsrsrs (que foi start para que ele melhorasse), eu (Paula) não servi banquete aos peixes, porém passei quase as 48hs sem comer e deitada na minha jaulinha...rsrsrsrsrsrsr... esperando o mal estar passar, ou seja, spa em alto mar. O Fer fazia fusquinha abrindo uma lata de cerveja enquanto a Sabrina chorava, MAS ACREDITE, DEPOIS DESSAS 48HORAS TUDO ISSO PASSA!
Nesse mesmo período, a vela principal rasgou, perdemos o sino que servia para espantar baleias durante a noite (mas não apareceu uma baleinha nem pra uma fotinha, portanto o sino não fez falta, se não fosse pelos R$45,00 que pagamos nele), ah... também pescamos um Atum de uns 2,5kg que virou sashimi para quem conseguia comer.
As primeiras 48 horas foram fatídicas, tripulação mareada, indisposta, é horrível não se tem vontade de fazer nada, menos o Ricardo e o Fernando que logo nas primeiras horas se estabeleceram, mas o restante ... vou contar, o Eric foi o primeiro a dar comida para os peixes, seguido pela Sabrina e logo depois pelo Ricardo, que tossiu e mandou ver... rsrsrsrsrs (que foi start para que ele melhorasse), eu (Paula) não servi banquete aos peixes, porém passei quase as 48hs sem comer e deitada na minha jaulinha...rsrsrsrsrsrsr... esperando o mal estar passar, ou seja, spa em alto mar. O Fer fazia fusquinha abrindo uma lata de cerveja enquanto a Sabrina chorava, MAS ACREDITE, DEPOIS DESSAS 48HORAS TUDO ISSO PASSA!
Nesse mesmo período, a vela principal rasgou, perdemos o sino que servia para espantar baleias durante a noite (mas não apareceu uma baleinha nem pra uma fotinha, portanto o sino não fez falta, se não fosse pelos R$45,00 que pagamos nele), ah... também pescamos um Atum de uns 2,5kg que virou sashimi para quem conseguia comer.
ADEUS SALVADOR!
Eram 15h05 do dia 03/01, Sábado, quando soltamos as amarras do Centro Naútico da Bahia, ninguém no cais para nos fazer sequer um aceno, isso me deu uma certa tristeza se não fosse pelo fato de ter recebido um telefonema bem na hora da partida, era a minha mãe Vani que passou para a minha prima Renata e também para minha Tia Binha... ufa! Todas desejando boa viagem e afirmando a torcida para que tudo ocorresse bem, com a voz embargada agradeci e me emocionei, mal sabem elas o quanto foi importante aquele contato naquele momento...então percebi quantas pessoas estão com o pensamento posistivo e direcionado para esta viagem (para nós), nossos seguidores no blog fazem parte desta energia boa e positiva. Valeu pessoal! Continuamos contando com vocês!
Nosso sentimento ao partir era um misto de ansiedade, felicidade, medo e expectativa, diria que até que foi tenso, afinal estávamos nos atirando em uma experiência nova, com um barco do qual ainda não tinhamos muita intimidade e com uma tripulação pouco experiente, mas fomos... e nos lançamos a imensidão do mar, Salvador foi ficando cada vez menor até que desapareceu no horizonte, ai sim, estávamos sós e,... no mar.
sábado, 3 de janeiro de 2009
SOLTANDO AS AMARRAS!!!
Hoje, dia 03, devemos soltar as amarras, caso percamos a comunicação durante alguns dias não se preocupem, que logo que nos aproximarmos da costa alimentarei o blog, ok. Fiquem ligados! Que Deus nos acompanhe! Agora é pra valer! Uauauauauauauaua! Que bons ventos nos levem!!!
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
FOTOS?
Não estou conseguindo postar fotos, logo que puder prometos colocá-las, ok. Aqui na Bahia é assim, até a internet é devagaaaaaaaaar.... rsrsrsrsrsr
VISITA 2 - FERNANDO E OLEGÁRIO BASTOS

Hoje, dia 02, recebemos a visita de mais dois bauruenses (Êta lelê... bauruense é praga,tem em todo lugar, impressionante) amigos do Erik e agora nossos também, os irmãos Fernando e Olegário Bastos, ambos dentistas estabelecidos em Salvador, são muuuuuuito gente boa, adoraram o barco e a aventura que estamos prestes a fazer, energia muito positiva, isso é muito legal. Eles nos acompanharam até o Mercado Modelo para comer um Acarajé e tomar uma cervejinha. Se despediram com votos de que Bons Ventos nos levem até o nosso destino. Esses episódios tornam a nossa viagem mais prazerosa e diminuem o nosso frio na barriga... será? Valeu!!! Foi muito legal a visita de vcs, nos acompanhem amigos!
DIA DE PREPARAÇÃO
Que frio na Barriga! Tá chegando a hora... hoje, dia 02, acordamos cedo e nos dividimos, eu e a Sabrina fomos ao mercado para fazer compras e abastecer o barco de comida e bebida para uma previsão de 10 dias, a nossa amiga Luciene passou cedo na marina e nos levou até o mercado (muito gentil!!!), depois voltamos de taxi com muuuuuuitas, mas muuuuitas sacolas e caixas, que trampo. Os meninos estavam com uma lista técnica para resolver, como reparar as luzes de navegação e o motor do bote, comprar camburões para combustível reserva e uma foice para o caso de enroscarmos em redes de pesca, enfim... e outras coisinhas "importantes". Eu e a Sabrina ainda encaixamos as compras em lugares seguros, começamos a preparar algumas comidinhas para a viagem e fizemos faxina no barco. Foi um dia de muito trabalho. Ah... não esquecemos de uma cervejinha e um Campari... rsrsrsrsrsrsrsr.... quero ver quem vai conseguir beber...?!
MOQUECAS... HUMMMMMMM!!!

Almoçamos uma Mariscada e uma Moqueca de Camarão, em um restaurante no Pelourinho chamado ODOYÁ, fomos fisgados por uma Baiana muito simpática que se encantou com o Fernando... rsrsrsrsrsrsrsrsr... Êta lelê!!! Esse comandante tem dona....rsrsrsrsrsrsr. Por fim, comemos até virar os olhos e depois tiramos um cochilo no ANDANTE!
TV BAHIA
CONHECENDO SALVADOR

Hoje, dia Primeiro de Janeiro de 2009, mais de 30 graus de temperatura, o Ricardo transpira em cachoeiras, um baiano tirou uma com cara dele dizendo que nunca havia trabalhado por isso suava tanto...rsrsrsrsrrrs.Tuuuudo fechado em Salvador, não pudemos fazer compras para abastecer o barco para nossa travessia, então só nos restou fazer um belo passeio pelas ruas da cidade,... tudo de bom! Caminhamos pelo Pelourinho, passamos por inumeras e imponentes Igrejas, inclusive a escadaria do passo, onde foi filmado o premiado filme " O Pagador de Promessas", subimos da cidade baixa para alta pelo famoso Elevador Lacerda que custa R$0,05 e foi patrocinado pelo nosso tripulante ERIK... rsrsrsrs... ele pagou a ida e a volta! Adoramos o passeio, Salvador é encantadora, tem muita história, tem gingado e ritmo próprio, é como se caminhássemos ao som dos tambores do Olodum mesmo na ausência deles, é um lugar único.
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