Você verá que a emoção começa agora...
Agora é brincar de viver!
(Guilherme Arantes)





quinta-feira, 8 de abril de 2010

REVEILLON NA ILHA GRANDE

Enfim as férias chegaram! E lá vamos nós para Paraty, dessa vez na tripulação além de mim e o Fer, a Ana Mara e o Gilmar e a Gi e o Marcão.
Embarcamos, dormimos ainda em Paraty e no dia 30 pela manhã partimos para a Ilha Grande.
Todos animados e torcendo para que o tempo nublado desse espaço para o Sol tão aguardado por nós. Por volta das 15h (30/01) começou a chover e o Comandante mudou os planos, que inicialmente eram de chegar até a Vila do Abraão e resolveu que seria mais prudente e seguro ancorarmos no Saco do Céu, lugar mais tranquilo e abrigado... e no outro dia iriamos para o Abraão.
A chuva não deu trégua e se manteve forte e contínua, o que nos fez permanecer onde estávamos sem abandonar o Andante. Resolvemos então preparar a nossa ceia de Ano Novo, vestir branco e comemorar o ano que estava por chegar, ali mesmo, a bordo do nosso veleiro, que nos acolhia e nos protegia da chuva que era muito intensa e dos ventos que eram fortes.
Durante o dia vários barcos se soltaram por conta dos fortes ventos causando dissabores aos marinheiros de plantão e o nosso Andante estava lá firme e forte sem sair do lugar, respeitando a ancoragem cuidadosa feita pelo Comandante.
Depois de comemorarmos 2010 que acabava de chegar, fomos dormir cansados de tanto dançar no cockpit. Por volta das 3h da manhã, já em minha cabine resolvi levantar para pegar meu celular que havia ficado encima da mesa de navegação quando vi uma toalha balançando lá fora no cockpit e fui buscar com receio de que o vento que estava muuuuito forte pudesse levá-la... e qual foi a minha surpresa? Um veleiro chamado Mônica havia se soltado e vinha em direção ao Andante com velocidade, gritei por todos para que pudéssemos impedir o choque e foi o que fizemos, debaixo de um temporal seguramos o barco e gritamos por seus tripulantes que estavam dormindo na cabine, o barco se soltou novamente e foi em direção a outro, mas uma pessoa saiu e conseguiu ligar o motor antes que batesse. Bem, essa noite não foi tranquila pois o tempo estava realmente sinistro, acordávamos o tempo todo para ver se estava tudo ok. A tripulação foi valente e salvou o Bravo Andante de alguns bons estragos. E o Comandante? Dormia... depois muita cerveja e muitas doses de Campari, e só ficou sabendo do apuro no dia seguinte.


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